segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Sensações

 

Rios colidem no vidro da janela

Bem juntinho a meus olhos

É uma da manhã,

D’uma outra noite

O frio, tenso, vem de dentro

É intenso, é doentio

A chuva, lá fora, brinca comigo

Uma luz ténue ilumina o quarto

Em mim há escuridão

Tremem sombras na parede

Treme o fumo do borrão

Treme o fio que me prende ao chão

Uma porta bateu de dentro

Será silêncio ou solidão?




1 comentário:

  1. Que bonito! Gostei muito da sonoridade do poema e da imagem visual que transpira na vidraça pelo lado de dentro.

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