Rios colidem no vidro da
janela
Bem juntinho a meus olhos
É uma da manhã,
D’uma outra noite
O frio, tenso, vem de
dentro
É intenso, é doentio
A chuva, lá fora, brinca
comigo
Uma luz ténue ilumina o
quarto
Em mim há escuridão
Tremem sombras na parede
Treme o fumo do borrão
Treme o fio que me prende
ao chão
Uma porta bateu de dentro
Será silêncio ou solidão?