quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Até quando

 

Tardia se faz a hora do desespero

Quando em teu regaço repouso

Nele o tempo para e eu descanso

Sabendo que quando minha cabeça erguer

Será mais um adeus até quando

E um mar de saudade soluçada

E um não saber em que horizonte

Voltarei a sentir, em mim, o teu regaço

O afago suave dessa mão nos meus cabelos,

O doce embalo da voz

Que me trava o desassossego

e me congela o tempo

No vidro riscado do relógio.