quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Até quando

 

Tardia se faz a hora do desespero

Quando em teu regaço repouso

Nele o tempo para e eu descanso

Sabendo que quando minha cabeça erguer

Será mais um adeus até quando

E um mar de saudade soluçada

E um não saber em que horizonte

Voltarei a sentir, em mim, o teu regaço

O afago suave dessa mão nos meus cabelos,

O doce embalo da voz

Que me trava o desassossego

e me congela o tempo

No vidro riscado do relógio.




 

2 comentários:

  1. Gostava que o tempo voltasse para trás! Sinto falta do desassossego e de viver nos limites, mas não depender dessa adrenalina e sentir paz também me acrescenta. Tudo tem o seu tempo de acontecer. Olho para trás com saudade do que foi e do que mais podia ter sido.
    Gostei de te ler😉

    ResponderEliminar
  2. O poema traz uma saudade não apenas do que foi, mas do que poderia ter sido, na espera silenciosa de algo que se perde no tempo. A paz também chega, mas é na falta do “regaço” que a saudade se faz presente, como uma memória que resiste ao passar dos dias.

    ResponderEliminar