Tardia se faz a hora do
desespero
Quando em teu regaço
repouso
Nele o tempo para e eu
descanso
Sabendo que quando minha
cabeça erguer
Será mais um adeus até
quando
E um mar de saudade
soluçada
E um não saber em que
horizonte
Voltarei a sentir, em mim,
o teu regaço
O afago suave dessa mão
nos meus cabelos,
O doce embalo da voz
Que me trava o
desassossego
e me congela o tempo
No vidro riscado do relógio.
Gostava que o tempo voltasse para trás! Sinto falta do desassossego e de viver nos limites, mas não depender dessa adrenalina e sentir paz também me acrescenta. Tudo tem o seu tempo de acontecer. Olho para trás com saudade do que foi e do que mais podia ter sido.
ResponderEliminarGostei de te ler😉
O poema traz uma saudade não apenas do que foi, mas do que poderia ter sido, na espera silenciosa de algo que se perde no tempo. A paz também chega, mas é na falta do “regaço” que a saudade se faz presente, como uma memória que resiste ao passar dos dias.
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